Livro I · 331c
Céfalo
Velho comerciante, “no limiar da velhice”
Legalismo rígido
O Livro I é o vestíbulo dialético da obra. Na casa de Céfalo, Sócrates pergunta em que consiste ser justo. Céfalo responde com a moralidade comercial do senso comum: não mentir e pagar o que se deve.
“Justiça é dizer a verdade e restituir aquilo que se tomou.”
Refutação · 331c–d
Um amigo em perfeito juízo lhe confia uma arma; depois enlouquece e a pede de volta. Devolvê-la seria justo? Não. A justiça não se reduz ao cumprimento cego de protocolos externos.
Também neste trecho
- 329b–d Céfalo cita Sófocles: a velhice o libertou dos desejos “como de um senhor furioso e selvagem”. O tema do domínio interior aparece já na primeira página.
- 330d–331b Para ele, a riqueza vale porque permite morrer sem dívidas com homens e deuses — justiça como contas em dia por medo do Hades.